segunda-feira, 21 de março de 2011

Tentando atualizar

Estou atravessando uma fase difícil no blog. Com a correria dos trabalhos (São 4 este ano), tenho tido dificuldade de sentar pra postar e atualizar o blog. Na verdade estou cheio de posts guardados meus, artigos de amigos que me enviaram pra postar. Mas o que mais está pesando por enquanto é que estou sem internet em casa. E postar fora de casa exige um pouco mais de dedicação e é exatamente esta dedicação que não estou conseguindo ter por agora.

Mas fui ler o site do Rodrigo Alves (Homônimo meu) chamado Rebote e vi um vídeo que ele postou recentemente que me fez pensar: "Esse dá pra postar rapidinho". E é exatamente o que estou vindo fazer aqui.

Venho postar os momentos finais da Liga ACB em sua 26ª rodada no jogo entre Unicaja e Real Madrid.

Ficam apenas as questões após esse vídeo:


Alguma dúvida do quão emocionante pode ser este esporte?


Alguém já havia visto algo parecido?



Abraço à todos e espero retornar em breve. Torçam pela minha internet.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Prioridades em equipes esportivas nas suas diversas categorias

Aproveito o carnaval para atualizar com mais um excelente artigo do Prof. Ronaldo Pacheco.

*                                                                              *                                                                          *


Neste meu contato com os leitores desse blog gostaria de abordar as prioridades para quem atua com o basquetebol nas suas diversas faixas etárias. Não pretendo aprofundar sobre os aspectos técnicos, táticos e psicossociais, mas, caso haja interesse, poderei tratar sobre eles em futuros textos. 


Os planejamentos táticos, técnicos e psicológicos de uma equipe esportiva exigem um estudo prévio das condições oferecidas para o treinamento: os objetivos da equipe, o material humano que estará à disposição para a realização deste trabalho, e os princípios morais que irão nortear os critérios adotados pelos técnicos ou professores da equipe. 


No início do trabalho devem ser analisadas as condições materiais, disponibilidades de horário para treinamento, filosofia do trabalho (formação, lazer, competição, etc.), formação dos profissionais que comporão a comissão técnica e as expectativas em relação aos resultados (curto, médio ou longo prazo). 


É imprescindível antes de iniciar o planejamento técnico e tático de qualquer modalidade coletiva, definir alguns pontos sobre princípios éticos e de convivência da equipe. 




O basquetebol como a maioria dos esportes, quando bem utilizado, é, sem sombra de dúvidas, um poderoso instrumento educativo. Independente do nível em que estamos atuando devemos priorizar o respeito ao ser humano, a sua individualidade, e as regras básicas de justiça e convivência social.



Deve-se desde cedo priorizar o aspecto coletivo do basquetebol acima do talento individual. Michael Jordan costumava afirmar que “talento vence jogos, mas o trabalho de equipe vence campeonatos”. Podemos notar, portanto, que um dos pontos mais importantes a se trabalhar deve ser o trabalho de equipe, a interação técnico-jogador, jogador-jogador e as dinâmicas de grupo.



PRIORIDADES NAS CATEGORIAS DE BASE (até os 13 anos)


É importante estabelecer desde cedo os princípios que nortearão os aspectos educativos nas equipes de base. Sabemos que a prática esportiva para a criança tem papel fundamental na formação da sua auto-estima, seu papel social e sua necessidade de pertencer a um grupo. Portanto, devemos ter consciência que atitudes impensadas ou que promovam discriminação em uma equipe iniciante, pode ter repercussões desastrosas na vida pessoal da criança e na sobrevivência da própria equipe.

Em vista disso, uma das prioridades na formação de uma equipe de base deve ser a preocupação com as normas que vão reger a conduta dos membros desta equipe.


Quando uma criança inicia sua vida esportiva a prioridade é a sua formação humana. Nesta fase é imprescindível fazer com que os iniciantes assimilem os valores éticos, a superação e o esforço, os quais mais tarde os distinguirão como desportistas e como seres humanos.



Nesta fase o treinamento deve ser voltado para a relação com os companheiros; uma preparação que envolva a coordenação motora; a consciência corporal; a ampliação do repertório motor; consciência dos elementos do jogo (bola, companheiros, situações espaciais, etc). Devemos afastá-los da hipervalorização da vitória, de avaliações precipitadas sobre resultados e da busca por medalhas e classificações finais. Neste ponto devemos educar também os pais, pois a ansiedade deles em relação a performance dos filhos, quando não controlada, pode prejudicar a participação da criança no campo esportivo.





Quanto ao trabalho técnico devemos introduzir os fundamentos do jogo priorizando a ludicidade no esporte, onde a criança possa desenvolver o maior repertório de movimentos sem preocupação com a técnica específica da modalidade. As brincadeiras e os jogos pré-desportivos devem nortear a programação de treinamentos (se é que podemos chamar assim esta fase de iniciação). Devemos levar sempre em conta que a maioria das crianças entra no esporte em primeiro lugar para se divertir e secundariamente em aperfeiçoar-se na modalidade praticada. O fundamento do passe deve ser bastante valorizado, pois este, é a essência do jogo coletivo. Os demais fundamentos devem ser trabalhados sem que se exija um nível alto de execução, mas fazendo com que os praticantes entendam a necessidade de se aprimorar cada vez mais em cada um deles. 



CATEGORIAS INTERMEDIÁRIAS: (Dos 14 aos 17 anos)

Nesta fase deve-se priorizar a execução correta dos movimentos técnicos. É aqui que os jogadores adquirem os hábitos principais que irão desenvolver durante sua carreira desportiva. Para tanto devemos aprofundar os fundamentos individuais e coletivos. 

Nesta fase devemos corrigir os “vícios” dos movimentos mal executados. O jogador deve passar o maior tempo possível testando movimentos, e observando outros jogadores de maior nível. É importante passar conceitos coletivos aos jogadores fazendo com que os mesmos entendam como ocorre o jogo e não executando estes movimentos de forma automática, sem uma reflexão. 



Nesta etapa a formação técnica deve ser aliada aos conhecimentos táticos do jogo (falarei sobre os princípios táticos e pré-táticos em artigo posterior). É importante que o jogador aprenda a analisar a situação do jogo, entender as ações que acontecem e buscar soluções coletivas para elas. Deve ser estimulada a dimensão cognitiva de cada participante visando facilitar o trabalho físico e técnico que serão exigidos no jogo. 


Preservar o espírito de conjunto e o respeito ao trabalho coletivo é fundamental. Muitos técnicos em busca da vitória imediata abrem mão dos princípios éticos e de convivência do esporte. A prioridade para o técnico deve ser estabelecer o seu critério ético, a segunda, ganhar. ”Se impomos nosso critério e ele é bom, é certo que mais cedo ou mais tarde venceremos”. (Manel Comás) 

O técnico da equipe deve ter paciência com a evolução, pois a melhora nesta fase se dá de forma lenta, porém a assimilação será mais consistente. 





CATEGORIA JUVENIL: (17 a 19 anos)


Nesta categoria é importante um aprofundamento dos princípios táticos do jogo e a lapidação técnica dos fundamentos. Os jogadores já devem estar maduros para encarar com mais seriedade e empenho os treinamentos, a competição e seus resultados. Devemos conhecer os objetivos que tentamos alcançar e os objetivos de cada jogador. Deve-se mostrar a importância da coesão do grupo para o alcance dos objetivos da equipe. A formação dos princípios morais e éticos realizados desde o início da vida esportiva será fundamental nesta etapa. Na verdade, esta formação acontecerá durante toda a carreira atlética tanto de jogadores como de técnicos.



CATEGORIA PRINCIPAL (adulto) 

Ao chegar à categoria principal deve-se aproveitar ao máximo toda a performance técnica dos jogadores como também seu conhecimento tático, sempre em prol do trabalho coletivo. 



O jogador deve persistir no seu aperfeiçoamento, pois, pela complexidade técnica e tática do jogo de basquetebol, não existe um jogador que saiba tudo do jogo. Mesmo os melhores jogadores do mundo ainda têm coisas a melhorar. 



Nesta etapa o jogador deve ser eficiente e participativo. Deve ser obediente nas questões táticas e humilde para colocar sua individualidade à disposição do coletivo. Deve saber “ler” o jogo e fazer as opções corretas dentro da partida. Deve entender que a performance do jogo depende da aplicação no treinamento e que o esforço coletivo é o caminho mais seguro para as vitórias. 




Todas estas prioridades devem ser conduzidas por professores/técnicos que realmente acreditem no papel educativo do esporte, e que entendam que as vitórias em jogos são passageiras, mas a formação humana é o que realmente ficará na vida dos seus comandados.


Até o próximo artigo!

Ronaldo Pacheco

sábado, 5 de março de 2011

Eu só peço a Deus um pouco MENOS de malandragem

Na década de 40, Walt Disney em uma visita ao Brasil, especificamente ao Rio de Janeiro, declarou seu amor à cidade. Disse amar tanto o Rio de Janeiro que precisaria deixar um presente aos cariocas. Dizem que Walt Disney,de dentro do hotel Copacabana Palace no qual estava hospedado, criou o papagaio que seria o elo entre Walt Disney World e o Brasil. O Personagem era o José Carioca (vulgo Zé Carioca), conhecido por ser um personagem festeiro e divertido. Zé Carioca participou de alguns filmes da Disney nos EUA e no Brasil, o papagaio chegou a partir da década de 50 nas revistas em quadrinhos e começou então a criar e difundir a sua personalidade. Sua veia festeira e divertida foi expandida para um nato malandro carioca. Zé Carioca abusava de seu carisma para mostrar um lado alérgico ao trabalho e também caloteiro. Fugia de seus cobradores, mas ao invés de sofrer com isso, gostava de apreciar e valorizar a praia, as comidas típicas e vivia espalhando bom humor em suas histórias. Para muitos, Zé Carioca era a personificação do "típico Brasileiro", que abusava da criatividade e do "jeitinho brasileiro" para seguir levando a vida.


Já na década de 70, mais precisamente em 1976, outro personagem conhecido nacionalmente, só que agora relacionado ao esporte, teve sua imagem associada à malandragem. Gérson de Oliveira Nunes, mais conhecido como "canhotinha de ouro", meia da Seleção Brasileira e campeão na Copa do Mundo de 70, participou de uma propaganda de cigarro onde dizia:

"Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também."




Esta frase foi adotada pela cultura popular para simbolizar a suposta malandragem brasileira, o "jeitinho" desonesto de ser, e assim, nascia a Lei de Gérson
Mais tarde, o jogador declarou o profundo arrependimento de ter seu nome associado a um desvio de conduta da qual muitos brasileiros se vangloriam de ter. A malandragem faz parte do imaginário social do nosso povo. Pesquisei brevemente no Wikipédia e de lá extraio um pequeno trecho que define bem o que seria essa ação tão aceitável em nosso País.

"Malandragem define-se como um conjunto de artimanhas utilizadas para se obter vantagem em determinada situação (vantagens estas muitas vezes ilícitas). Caracteriza-se pela engenhosidade e sutileza. Sua execução exige destreza, carisma, lábia e quaisquer características que permitam a manipulação de pessoas ou resultados, de forma a obter o melhor destes, e da maneira mais fácil possível. Contradiz a argumentação lógica, o labor e a honestidade, pois a malandragem pressupõe que tais métodos são incapazes de gerar bons resultados. Aquele que pratica a malandragem (o "malandro") age como no popular adágio brasileiro, imortalizado pelo nome de Lei de Gérson."

E por que estou a falar deste assunto por aqui?

Tudo porque um fato que ocorreu recentemente me lembrou muito todo este tema da malandragem. Agora em 2011, me deparei com uma situação em um jogo de basquete que pertencia à fase de classificação do NBB3 (Novo Basquete Brasil).


A partida era entre Joinville e São José. A equipe de Joinvile vencia por um ponto de diferença e a posse de bola em lateral era da equipe de São José. Restava pouco tempo e o lance, que aos olhos parecia simples e normal, foi denunciado pelo narrador como um lance polêmico.
Quando assisti pela tv, infelizmente não conseguiram cobrir o lance como ocorrido, pois eles estavam filmando um jogador da equipe de Alberto Bial (técnico da equipe de Joinville) que havia se machucado como você pode conferir aqui:




Ao final da partida, o ala Renato(que cobrou o lateral no fim do jogo) deu uma entrevista ao canal de tv indignado com o ocorrido e reclamando da atitude do técnico adversário. Já em seguida, o próprio Alberto Bial também concedeu uma entrevista tirando o foco do último e polêmico lance e dando ênfase em outros assuntos, dando um "show" de emoção, amor ao esporte e "lição" sobre ganhar e perder, como vocês também podem ver aqui:





Desde então fiquei com uma "pulga atrás da orelha" com o ocorrido. Procurei blogs sobre basquete, tentei ler mais sobre o jogo e não conseguia saber o que, de fato, havia acontecido naquele fim de partida. 

Os dias foram passando e já não me recordava tanto desta história. Ficou pra mim como um caso mal resolvido, até que anteontem li no blog do Bala na cesta que o técnico Alberto Bial havia sido punido com três jogos de suspensão no NBB. Ao ler esta notícia, pensei que realmente o ato de Bial deveria ter sido mesmo de má fé. Minha curiosidade por este caso reascendeu e voltei a pesquisar na internet sobre o assunto até que consegui achar um vídeo do lance filmado por um torcedor que denuncia bem o ococrrido como vocês também podem ver aqui:






Infelizmente assisti a uma situação que não condiz com uma competição que diz ter vindo para resgatar o Basquete Brasileiro. Muito pelo contrário, ela me levou à assistir a personificação do Zé Carioca em carne e osso utilizando-se de suas malandragens e em seguida, de seu carisma, lábia e prepotência em achar que estava tudo bem. Esse exemplo indigno do Basquete Brasileiro veio de um técnico que admiro(ou admirava, ainda não sei) pela demonstração de sua paixão pela modalidade. O técnico em questão é Alberto Bial. 

Bial, no calor de um jogo emocionante e disputado até o último segundo(isso não pode ser argumento para agir de má fé) , estava à beira da quadra e seu time vencia por um ponto. O ala Renato, da equipe de São José, iria repor a bola em jogo quando faltavam 1,9 segundos para o fim da partida. Em uma atitude de desespero e destempero, mas também de desrespeito ao jogo, ao esporte em questão, aos torcedores presentes e os que assistiam pela tv, o técnico Alberto Bial corre de sua posição de técnico no banco de reservas para marcar o ala Renato e impedir a sua reposição de bola. Sua entrevista no final da partida mostra o que muitos proclamam no Brasil como sabedoria popular. É o se dar bem sem perder a pose. É o malandro dos jogos de futebol dos finais de semana. É o pior que temos para valorizar em troca de uma vitória que tinha grandes chances de acontecer a favor de seu time. Não quero discutir se a punição de três jogos foi justa ou não, mas o que está em jogo é a imagem, a honra, hombridade e respeito ao outro, tirando dele a chance de tentar te vencer.


Pra quem já deu aula em escola ou já organizou qualquer pequeno evento esportivo, deve saber muito bem como esta atitude está presente no esporte, principalmente entre os mais jovens. A criança e o jovem são transgressores por natureza. Mas não é por causa disso que não devemos agir e intervir. Cabe ao professor pontuar sobre estas questões de imediato em cada aula, em acontecimentos parecidos, ou caso mesmo ela não aconteça(utilizarei este post em minhas aulas) e mostrar que o adversário está na quadra para nos tornar mais forte, para nos desafiar e caso consiga, para nos vencer. O erro não está no esporte ser de rendimento ou competitivo. O erro está nas pessoas, nas ações e nos péssimos exemplos que nos são passados por dirigentes, técnicos, atletas e muitas vezes até locutores na tv. O senso comum do malandro já está mais do que com o prazo de validade vencido. Precisamos superar esta máxima. E ao Bial, não só famoso pelo seu trabalho como por ser irmão de um âncora da tv, deveria ao menos retratar-se sobre o ocorrido. Após uma atitude como esta, perde-se o valor do empenho da equipe de Joinville que lutou cada segundo pela vitória. Mas a vitória ou derrota não está mais em questão. O que fica evidenciado e em foco é em como ainda fazemos de tudo pelo sucesso momentâneo. Vale à pena trocar a sua reputação por uma vitória? O mais triste é que certamente alguns torcedores saíram do ginásio proclamando: "O Bial é o máximo, você viu o que ele fez no jogo?" Essa ideia da malandragem e da vitória a qualquer custo desperta para muitos torcedores o lado da paixão, da luta pela vitória de seu time, é um sinal do compromisso de seu técnico com o sucesso de sua equipe e ainda é vista com graça por muitos. Mas sei que que outros tantos conseguem enxergar e interpretar que atos isolados como estes ofuscam atuações maravilhosas de jogadores e equipes.


Já assisti algumas vezes este lance e nessa hora confesso que sinto pena do Gérson. Sempre que atos de desvios de conduta acontecem desta forma, muitos assistem o lance perplexos e dizem para alguém: 


"Essa é a legítima Lei de Gérson."

O pobre Gérson não tem nada a ver com isso. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um dia após o outro



"Hoje estou aqui esperando a hora chegar. Espero que tudo possa dar certo e que eu conquiste talvez o meu maior sonho no momento que pode me abrir muitas portas na vida. Sei que poderia ter feito muito mais e que devo ter deixado a desejar, mas não posso negar os acontecimentos marcantes que certamente fazem parte da minha mudança nesse semestre. Com certeza aprendi muito como pessoa e acho que aprendi muito na vida. Só peço à Deus que eu tenha saúde para trilhar a minha vida. Tenho certeza de que posso mais e que tenho muito a mostrar. Tomara que daqui pra frente eu não regrida e que chegue aos meus sonhos com trabalho, luta, suor, alegria e realização. Tomara também que quando eu voltar a ler isso aqui, possa estar dando risadas desse meu momento de pressão interna e externa e que eu, enfim, seja um calouro universitário. A hora é essa, Rodrigo! Seja feliz e boa sorte." 
11 de Junho de 1998 - 21h02.


Escrevi esse texto momentos antes de encarar o vestibular no dia seguinte. Hoje, aos 32 anos, olho pra trás e vejo o quanto devo às pessoas que me cercaram, das quais discordei, briguei, amei, dos amigos que fiz, dos colegas que perdi o contato e em geral de tudo o que vivi. Desde garoto usava agenda(nem sempre organizada) para registrar os momentos marcantes da minha vida. Era um forma de aprender com as sensações vividas. Lendo esse texto vejo o quanto voltei a errar, percebo quantas vezes regredi, mas acima de tudo, quantas vezes me dei a chance de tentar novamente e aprender com os erros. Penso quanto desse blog tem de influência de tudo isso que passei. E de alguma forma sou grato à isso. Grato aos amigos, à família, aos professores que me ensinaram a sonhar e fazer acontecer (e aos que me desanimaram também), aos meus alunos queridos, alunos que me mostraram que era possível uma Educação Física diferenciada e que nem sempre concordaram com minhas ideias me tornando mais forte e um profissional mais capacitado.
Sou grato por tudo isso e garanto: Quero e posso muito mais!
Este espaço aqui certamente é uma realização pessoal, e hoje, está entre meus compromissos de vida.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Psicologia do Esporte e suas barreiras.

Mariana é "figurinha carimbada" por aqui. Além de sempre contribuir com seus comentários nos posts e ser uma grande amiga feita no trabalho e na afinidade descoberta no dia a dia, ela também já participou deste blog com um excelente post falando sobre o papel do psicólogo desportivo (se você não viu é só clicar aqui). Além disso, Mariana está também com uma entrevista no site do atleta Nezinho, no qual ela fala sobre as possibilidades de trabalho com a Psicologia do Esporte e que você também pode conferir clicando aqui.

Mariana é daquele tipo de pessoa quem podemos definir com a palavra "Intensidade". A cada chance que ela tem de realizar um trabalho novo, o nível de envolvimento e comprometimento chega sempre no limite. E por estar lutando por uma carreira que tem difícil sobreviência no País, Mariana tem se arriscado em novos trabalhos na área no qual nem sempre se depara com as situações que acredita serem o tipo ideal para se trabalhar. E assim, com a intensidade que lhe é peculiar, há duas semanas recebi uma carta desabafo da Mari contando um pouco sobre as experiências que tem vivido Brasil afora. 
Agora, ela está de volta à Brasília para trabalhar com a equipe Sub-20 do UniCeub-BRB, que é comandado por Ronaldo Pacheco, o primeiro técnico com quem trabalhou em equipes esportivas.

Mariana, Ronaldo e eu - Psicóloga do Esporte fazendo parte da Comissão Técnica

Fica aqui o agradecimento à Mariana pelo desabafo compartilhado, pelo sonho de fazer um trabalho sério e justo e um desejo de Boa Sorte em sua nova empreitada!

Fiquem com seu relato que evidencia uma realidade em que infelizmente não basta estudar muito e trabalhar duro. É preciso diariamente lidar com barreiras que vão além do fazer certo.


Do que minha compreensão muitas vezes não alcança


Que no Brasil (e não só o Brasil) tem corrupção, injustiça e exageros todos nós sabemos. Mas mesmo assim prefiro acreditar que há cidadãos que não seguem esse caminho (mesmo que a certeza de que o contrário é mais comum viva me atropelando).
Gosto de conversar e entender sobre os mais diversos assuntos; desde História dos tempos de escola até Geologia.
Isso é bom para qualquer ser humano! Movimenta o cérebro, aguça a curiosidade, amplia conhecimento e vocabulário. Mas de maneira alguma isso faz com que sejamos especialistas em qualquer área.

Parece óbvio e clichê, não?
Não.

Ainda é possível encontrar aqueles que adoram sair por ai transformando cursos livres em graduação e cursos de 36 horas em especialização.
Sou psicóloga e atuo na área esportiva, sempre tomo cuidado com essa definição; o fato de ATUAR em determinada área, não faz com que eu seja ESPECIALISTA nesta. Para que eu possa me definir como “psicóloga esportiva” , além da graduação em Psicologia com duração de 5 anos, as duas formas de obtenção do título de especialista que conheço (me corrijam se estiver errada, por favor) são: prova do Conselho Federal de Psicologia ou curso de 2 anos do Instituto Sedes Sapiente (São Paulo), único que cumpre a carga horária exigida para tornar-se especialista em Psicologia do Esporte.
Mas ainda tem aqueles que saem por ai batendo no peito e vendendo para os times/clubes  um currículo recheado de sonhos, ou melhor, um currículo de psicólogo esportivo valendo-se apenas dos cursos livres e/ou de 36 horas. Além disso, saem por ai “fazendo treinamento mental” até com vendedores de loja. Pobres atletas!

Por que?

Porque em um país que tende à injustiça e ao exagero é prática comum não exigir documentação que comprove e valide a prática real das experiências ditas. Mágica? Não! Basta ser amigo, primo ou esposa de Fulano de Tal que sua vaga está assegurada, seu salário garantido e sua índole reprovada, mas isso não vem ao caso! Quem se importa?
Eu não acharia normal se alguém ao acordar, decidisse por conta própria que é biólogo marinho e se dirigisse para uma das unidades do Projeto Tamar para cuidar de suas adoráveis tartarugas. Sendo assim não acho normal que alguém ao acordar, decida por conta própria que é psicólogo esportivo e se dirija para um grande time/clube para “cuidar” de seus atletas.
Na minha humilde opinião, aqueles que sem qualquer legalidade, conteúdo e responsabilidade, saem por ai intitulando-se psicólogos esportivos e por consequência “fazendo treinamento mental” precisam na verdade de um bem conduzido TRATAMENTO MENTAL.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sem desculpas.


Como já disse outras vezes por aqui. Uma das coisas mais bacanas do trabalho que escolhi pra minha vida é conhecer pessoas que fazem a diferença em suas vidas e na vida dos outros. Um de meus amigos nessa área é um grande técnico que tive o prazer de trabalhar ano passado chamado Michael Swioklo.

Michael é muito mais que apaixonado pela modalidade de Basquetebol. É também um estudioso da área. É muito comum ele me passar vídeos de técnica, tática e sistemas ofensivos e defensivos do qual nunca havia visto até então. Devo ao Michael minha nova fase de estudos na modalidade e daí surgiu uma grande amizade pela paixão em comum com o nome de Basquete.

Mas em seu Facebook certo dia, ele postara um vídeo de um jogador que dá uma lição de superação e que joga na Divisão I da NCAA (Liga Universitária Norte Americana). Na publicação do vídeo em seu perfil, Michael dizia: "Parem de dar desculpas!"
Uma forma de provocar àqueles atletas que convivemos e que sempre se mostram com muita dificuldade, problemas e quando na verdade, os problemas não são sempre tão preocupantes assim.

Quando vi o vídeo e percebi que meu pobre inglês não conseguiria traduzir tudo tão próximo do ideal, pedi à Michael que traduzisse para eu publicar um dia. Na mesma noite em que pedi, recebi um email do próprio Michael dizendo palavras como:

 "Fiz logo para não ficar enrolando depois, acho que fiquei inspirado por ele!"


Acredito que esta frase já resume bem como esse vídeo pode nos inspirar a sermos cada vez melhores!

Hoje, 20 dias depois de ter me enviado, venho finalizar sua edição e postar pra vocês.

Aproveitem.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nem sempre tão divertido assim.

As aulas de Educação Física nas escolas são cercadas de situações que são muito particulares à própria disciplina em questão. Muitos alunos aguardam ansiosamente por este momento, pois para muitos, trata-se de um momento prazeroso e de extravasar as emoções e muitas vezes pressões e cansaço que existem em sala de aula. Por conta disso, algumas situações estereotipadas são vinculadas à imagem que se tem das aulas de Educação Física que são meramente mitos. Mitos estes que gostaria de arriscar-me a escrever algumas linhas e abrir um debate saudável e produtivo sobre a temática.


De volta ao trabalho na escola desde o início do ano, vejo que um dos mitos que me preocupam e que o senso comum não percebe e muitas vezes nem professores e nem componentes da escola se sensibilizam é o mito de que Todos adoram a aula de Educação Física.

É fato que a aula é comemorada por grande parte e maioria da turma. E só este fato já deve ser olhado de diversos pontos de vista, já que muitas vezes a aula é a mais esperada porque e própria confunde-se com um "Recreio 2 - A missão", ou um encontro de amigos para jogar uma "pelada", tornando-se uma prática sem contexto pedagógico. Isso infelizmente acontece muito, mas será tema de um futuro post que tratará de outros  mitos da Educação Física trabalhada na Escola.


Pois bem, enquanto diversos alunos comemoram a chegada da tão esperada aula, este é um momento que causa pavor em alguns outros. Não estou exagerando. Com o tempo de aula e vivências de casos com alunos que não gostavam da disciplina, tenho relatos em que alguns me contavam que dormiam mal no dia que antecedia a aula de Educação Física. Tudo isso porque temos alguns pontos deterministas que tomaram conta para a participação desta aula. 

Muitos acreditam que para participar das aulas é preciso ter completo e total domínio das habilidades motoras utilizadas para as práticas esportivas (Conteúdo basicamente hegemônico nas aulas). Além disso, na aula prática, os alunos ficam muito expostos aos colegas e isso gera um tipo de intimidação. Vergonha do corpo e de sua exposição, fruto de uma exacerbação do culto ao corpo que temos na sociedade, na mídia vendendo produtos e propagando programas exaltando o "corpo perfeito". Estas informações de alguma forma são introjetadas e repdroduzidas pelos estudantes, principalmente na fase da adolescência, onde os jovens encontram-se cheio de mudanças corporais, dúvidas pessoais e perdem um pouco daquela ingenuidade do participar e se divertir em troca de uma malícia e observação crítica das situações de aula.

O que mais assusta nestas questões é que em diversas escolas espalhadas pelo Brasil, o estudante pode não participar das atividades trocando a participação de aula por trabalhos escritos. Outras vezes a avaliação do aluno fica apenas no campo comportamental, não sendo avaliado se ele teve uma efetiva participação e envolvimento na disciplina. Pelo contrário, avalia-se o seu caráter se ele é "gente boa" ou se é um aluno que "dá trabalho" e assim a sua avaliação em Educação Física está pronta. Já em outros lugares os alunos são "obrigados", como qualquer outra disciplina, a participar. Muitas vezes participações que contém provas práticas de flexões, abdominais e tempo de corrida. E assim, com esta diversidade de atuação da área, vamos mostrando e passando a mensagem de que a Educação Física  é a penas um complemento, não serve para nada, não cai no vestibular, e por isso, não tem a sua relevância. 


É óbvio que não acredito nisso e escrevo estas últimas palavras até com tristeza, mas é o que muito acontece em diversos locais. Falo isso com muita tranquilidade, pois quando sou questionado por novos alunos do porquê de fazer a aula, dentre vários outros que querem começar logo a aula gritando e pedindo agilidade minha para dar início as atividades, pego este aluno no "cantinho" da quadra e o encho de argumentos que podem sim ser colocados para que o próprio reflita um pouco sobre sua efetiva participação. Desde a questão de ser um componente curricular, passando pela questão moral de respeitar o gosto contrário do aluno (Normal, somos seres com uma diversidade incrível de gostos), mas que respeitem e se comprometam a tentar participar (Pois na vida não fazemos apenas o que gostamos e quando queremos), até passando pelas questões da formação motora (Mais um tema futuro a ser abordado neste relato sobre quebra de mitos) e o caso do sedentarismo que assola não só adultos como crianças no mundo hoje em dia. 

São diversos os argumentos que aos poucos você pode tentar ir colocando para o seu aluno, mas de uma forma que este crie vínculos e que sua prática tenha sentido e contexto dentro da produção da turma. A "batalha" para conquistar este tipo de aluno é grande, mas com uma recompensa enorme para quem acredita em educação, isso porque muito dos que não gostam de participar de uma atividade coletiva nas aulas, temem a própria exposição e não são contrários às propostas, mas sim, sentem medo de algo dar errado e virarem motivo de brincadeiras de mau gosto ou de serem ridicularizados perante sua participação.

Quando este aluno vence este medo, torna-se outro dentro de uma aula e começa a ter reais e significativos aprendizados, não só de suas ações motoras que certamente evoluem, por agora passar a arriscar-se frente aos colegas de sala, mas também evoluem quanto à questão relacional, dividindo tarefas com seus colegas, pensando em solucionar problemas do jogo ou da atividade proposta em conjunto, avaliando o que fazer e como fazer diante da sua capacidade e da de seus colegas.


Existem muitos alunos ainda pelos "cantos da quadra", tímidos, ferozes e relutantes em participar. Mas cabe a nós transpormos essa barreira com eles e por eles, para que estes jovens tenham a chance de se descobrirem mais e mais a cada dia. Eu me orgulho de cada aluno que um dia me deu a chance de tentar enfrentar estes desafios e que dentro das práticas, sejam esportivas ou outras propostas em aula, tornaram-se alguém melhor, alguém capaz de arriscar-se a errar, a aprender e a se conhecer melhor.

É comum o professor de Educação Física andar pelos corredores da escola e ser abraçado pelos alunos, e querido por boa parte da turma, mas dentro dessa visão romântica está escondido um jogo obscuro que nem todos sabem e nem todos enxergam. O professor de Educação Física precisa saber discernir sobre a real importância de sua aula e que nem sempre apenas o "divertido" pode imperar. Claro que devemos sempre tentar tornar a aula um acontecimento o mais prazeroso possível, mas o professor deve estar convicto de que existirão momentos onde o aprendizado deverá estar acima da busca por uma aula divertida.  Temo escrever isso e ser mal compreendido. Mas como um aluno que ainda tem muito a aprender, tenho aberto mão de meus medos para me expor mais e aprender com os debates sobre esta questão. 

Há sempre aquele comentário na sala dos professores quando um outro professor, com uma língua mais "afiada", vem provocar dizendo que é fácil ser adorado em Educação Física porque não tem prova, porque a aula é sempre alegre e porque é só rolar a bola que eles se divertem. De tão comum, cada vez que vejo um comentário de um professor assim na minha frente, sorrio como forma de agradecimento, mas respiro fundo, fecho brevemente os olhos e peço mais força a Papai do Céu porque sei que será mais um dia de "intensa luta" contra um senso comum que domina a área que escolhi para trabalhar. 

Há muito o que fazer ainda.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Botando as mangas de fora

Nesses pouco mais de 10 anos trabalhando na área de Educação Física, vi e vivi muita coisa marcante. É fato que o trabalho de professor, seja na escola, seja na área de treinamento e formação esportiva deixam marcas incríveis que acabam te criando mais vínculos. Esses vínculos dão sentido ao sonhos de fazer um trabalho de qualidade e assim acontece uma retroalimentação que recomeça a cada ano.



Você dá aula porque acredita no diferencial que pode propor e em virtude deste trabalho, diariamente você é surpreendido com situações que te ensinam sobre a vida muito mais do que já aprendeu em alguma aula na faculdade. Essa troca mantém viva a chama de lecionar, planejar e tentar ser melhor a cada dia e te dá um retorno de como a educação e  formação esportiva são processos a longo prazo. Tenho alunos e ex atletas que anos depois de passarem como participantes, hoje voltam com lembranças daquela formação mostrando que aquilo que foi vivido não foi em vão, que valeu a pena e serviu como base para o que ele é hoje. Além disso, no meio dessa jornada você conhece profissionais sensacionais. E não são apenas professores. Você encontra funcionários de diversos setores que exercem sua profissão com tanta excelência que faz você se perguntar o que seria de você caso essa pessoa não existisse ali dividindo o trabalho contigo. E nesse processo de aprendizado diário vamos evoluindo, aprendendo que podemos ser melhores, mas a história não contém apenas esta parte romântica.




Infelizmente nesse caminho, muito além de vivenciarmos um esporte amador falido no Brasil e um sistema escolar rendido ao mercado e uma Educação Física muitas vezes inexistente enquanto prática sendo conduzida única e exclusivamente pela paixão, crença e dedicação do professor nas escolas, o que mais machuca nisso tudo é dar de frente e ter de conviver com profissionais que adotam o PACTO DA MEDIOCRIDADE como estilo de vida.


Estes medíocres, como diz um grande amigo meu, são Zumbis: Mortos (Não em corpo mas certamente em práticas) que não querem ir embora, pois continuam a sugar um pouco sem fazer quase nada baseando a sua vida na lei do menor esforço.
Além disso, estas pessoas que não têm comprometimento e envolvimento com o que fazem, por não se desgastarem com o trabalho de cada dia, acabam tendo energia de sobra para fazer pactos medíocres, para fazer auto-propaganda, amizades influentes, e assim, em um País que sucumbe ao "jeitinho" e ao "amigo de fulano", esses medíocres continuam por aí. Mortos-vivos da educação, do esporte e de diversas áreas que sabemos muito bem. 



Meus amigos me conhecem e sabem o quanto já sofri com isso. O quanto me indignei com estas pessoas e com a cara de pau de muitos que ainda se intitulam de sofridos, reclamam da vida, explicam o pouco envolvimento na falta de estrutura, reconhecimento e etc. Estes já sugaram por demais a minha energia. 

E neste ano, de tantos desafios profissionais novos na minha vida, olho pra trás e vejo que de alguma forma amadureci graças a estes profissionais que por não fazer nada, me jogaram mais trabalho nas costas, mais desafios e de alguma forma me fortaleceram. Descubro então que o mais importante de tudo é você continuar. Não importa o quanto você produz e o reconhecimento que tem, o importante é o quanto você suporta as dificuldades e mesmo assim consegue ainda dignamente fazer a sua parte. Trabalhar porque é importante fazer, porque é certo e não porque vai acabar aparecendo e fazendo se destacar.

Feito este desabafo, volto enfim a escrever por aqui e deixo um vídeo de uma música que tenho escutado todas as manhãs em forma de pedir proteção dos medíocres, daqueles que só querem sugar e de alguma forma pedir força pra fazer um ano simplesmente fantástico profissionalmente. Sou um católico não praticante. Acima de tudo acredito em Deus e esta música fala sobre Ogum, patrono dos guerreiros e dos que não desistem e continuam correndo atrás e que no Brasil é identificado como São Jorge. 

Ao ouvir esta música pela manhã tomo a decisão de que vou fazer melhor do que já fiz e que agora um pouco mais velho e maduro, não vou deixar esses que se encostam e vivem de imagem me atingir ou desanimar. 

Abraço a todos!






Ogum


Composição: Marquinhos PQD/Claudemir


Eu sou descendente Zulu
Sou um soldado de Ogum
Um devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou à igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas
Sim vou ao terreiro pra bater o meu tambor
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra Ogum
Ogumm
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais
Ogumm
Ele vem de aruanda ele vence demanda de gente que faz
Ogumm
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz
Ogumm
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão
Ogumm
É quem da confiança pra uma criança virar um leão
Ogumm
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração


(Jorge Ben Jor)
Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe ..
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei nesse dia nessa noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de são Jorge
São Jorge sendo com praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pé não me alcancem
Tendo mãos não me pegue não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançara
Facas e lanças se quebrem se o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem se ao meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Recomeçar ou continuar?





Em todo começo de ano eu me pergunto se esta virada é uma chance de recomeçar ou é um momento de continuar o que sempre se veio tentando fazer. Penso que de alguma forma as duas alternativas se encaixam. É tempo sim de recomeçar, com a correria em que a vida muitas vezes nos coloca, deixamos de lado alguns projetos de vida que em nossa cabeça ficam adiados para um outro momento. E a virada de ano serve um pouco pra isso, pra te mostrar que você pode sempre recomeçar e reformular as coisas que acredita que deixou um pouco pra trás.

Mas sinceramente não acredito em um recomeço do zero. E aí, de alguma forma, estamos continuando, pois estamos agregando novos projetos a quem sempre fomos, ao que sempre fizemos e aos nossos sonhos que não podem se perder só porque um ano acabou. Penso que somos a mescla desses dois sentimentos: um recomeço diante de uma vida que vínhamos levando e batalhando para conquistar nossos objetivos.

Quando olho pra trás e vejo agora o ano de 2010 materializado em passado, vejo exatamente isso. Preciso recomeçar, mas não posso deixar tudo o que fiz, vivi e aprendi neste ano que se passou de lado. Estas experiências precisam sim contribuir para as novas experiências que me aguardam em 2011.

Desde o dia 29 de Dezembro estou fora de Brasília. Consegui escapar um pouco para repensar tudo o que foi feito e fazer um balanço de como lidei com as situações que me ocorreram. E fazendo este balanço todo é que me vêm a cabeça as três situações profissionais que me marcaram em 2010. Primeiramente o Colégio CEUB, no qual trabalhei nos últimos quatro anos e que tive um rompimento doloroso, pois tive de deixar colegas de trabalho, alunos queridos e sonhos profissionais para tentar outro projeto de vida que me apareceu no meio do ano. Devo também 2010 à equipe de Basquete Universitário do CEUB. Um projeto no qual tive o prazer de me arriscar e que recebi dos atletas e companheiros de trabalho muito mais do que pude oferecer durante todo o ano. E por fim, a ex-equipe do Botafogo-DF, que após descobrirmos que não receberíamos salários nunca e que estávamos sendo enganados, a equipe foi intitulada de "NÓS". Uma prova de como esse grupo me ajudou a entender como podemos atingir resultados expressivos dentro de quadra, com exigências técnicas e táticas, mas sem perder o foco da formação humana, de mostrarmos que o grupo unido e pensando em um mesmo ideal, pode superar limites e ensinar a muitos sobre um trabalho coletivo.

Estou de férias até o dia 9 de Janeiro e tentarei neste tempinho mais tranquilo e com a cabeça mais solta para tentar escrever sobre cada uma destas experiências. Quero tentar aqui contar um pouco de como estas etapas vividas no ano de 2010 me marcaram e serão a base para eu pensar em continuar por este novo ano um trabalho de qualidade e por me dar a chance de recomeçar em novos desafios que surgem no horizonte de 2011.


Colégio CEUB, Basquete CEUB Universitário e "NÓS" (Ex Botafogo-DF)
Três experiências que marcaram meu 2010


Desejo a todos vocês um grande ano de recomeços, mas que não perca o que cada um já produziu até agora!


Abraço à todos!